quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

A construção do ódio

Só refletindo, por isto é um texto sem graça:

Quando leio nas redes sociais alguns jovens pedindo a volta da ditadura, preciso refletir para não perder meu tempo. Estão com ódio, e com ódio não há diálogo. 

Quando ouço negros apoiarem as políticas que mantiveram sob cativeiro social todos os seus antepassados até a sua geração incluída, preciso refletir para não melindrar as amizades. Estão sendo enganados, e aos que se deixam levar pela mentira, não há diálogo.

Quando vejo mulheres apoiarem estupradores e políticos misóginos, preciso refletir para não passar por agressor. Estão sendo submissas, e aos submissos ativos não temos como levar a esperança a curto prazo.

Empresários sonegadores, desde os micro até os mega, gostam de bater num governo trabalhista pela lógica na qual suas fraudes e desvios são desmascarados. Destes é possível a compreensão do por que odeiam tanto a democracia plena. São bandidos que gostam, apreciam e se deliciam com caviar nas mesas mal frequentadas de Miami, mas detestam pobres e sobretudo empregados com direitos trabalhistas.

Mas ver jovens, mulheres e negros com Síndrome de Estocolmo, sinceramente, dá uma sensação de que uma enorme operação de indução à subserviência foi muito bem realizada. São pessoas boas, honestas, trabalhadoras, religiosas ou não, que aceitam a ideia de que bastam denúncias plantadas aqui e ali, sem base, sem provas, sem fundamento, para que seus senhores feudais estejam corretos. Lamentável.

É isto aí!



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