terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Odeio o fato de você ser feliz

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Parecia louca, mas ao mesmo tempo a achou tão sexy, semi-nua, jogando tudo pela janela do quarto, no andar superior do sobrado alugado por uma pechincha da viúva do português. O fim rápido do processo deu-se por que não possuíam muito o que jogar fora. Eram um para o outro o maior patrimônio e os móveis, da locadora,  eram demasiadamente pesados, da época que peroba e jacarandá eram madeira comum.

Colocou agilmente um vestido de malha por cima de seu corpo divino, calçou uma rasteirinha comprada em Porto Seguro e desceu correndo a escada. Não demorou nem dois minutos, ainda sentado na beira da cama, a viu retornando em busca frenética pelo celular, bolsa, estojo de maquiagem e a caixinha de bijouterias. Só então desconfiou que a coisa era séria. 

Do escritório tentou ligar, mas seu número estava bloqueado. Mandou e-mail e retornou como endereço inexistente, a conta do twitter foi desativada, bem como instagram, facebook, google+, enfim, desapareceu. Perguntou aqui e ali, contactou amigos comuns e nada de saber do paradeiro. Ao chegar em casa, sentou na poltrona, e ao ligar a TV, viu um bilhete colado no controle que dizia:

"Parti para nunca mais voltar por que odeio o fato de você ser feliz."

É isto aí!







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