terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Odete, a escriba do Paranoá

Meu potente Nokia modelo original único dono há quase dez anos, tocou nesta madrugada, de maneira estridente e alarmante. Do outro lado da célula (por isto é um celular) estava Odete, a escriba do Paranoá.

Conta a lenda que Odete adorava escrever poemas eróticos no corpo dos visitantes, digamos assim, até que de certa feita, as pinceladas em prestigiado senador fizeram com que os versos fossem mal interpretados por terceiras (sic), gerando conflito de interesse entre as partes, promovendo então o epílogo precoce desta leitura corporal.

- Olá amore!!!

- Odete, quanto tempo!!

- Quanto tempo, pois é, quanto tempo, como disse e me cantou Paulinho, mas liguei por que a missiva demoraria, sabe como é , amore, natal para o correio é muita coisa e as cartas não andam com a gente gostaria.

- Missiva? Odete, que recaída é esta?

- Então, amore, sabe aquela pistola, digo, epístola colocada á mostra pelo Lorde Voldemort Treme na calada da noite, supostamente para sua ex-amada e dedicada matrona? Então, segundo me garantiu a Jurema, ela ouviu do Justino, que escutou ao final da tarde, ao deleite com sua amante, a manicure Julinha, quando esta afirmou-lhe que o maridão, o delicado e frágil estafeta Juvenal segredou-lhe que soube pelo chefe de quarto escalão do sub-nível 12 do Congresso Nacional, que ouviu do 3° secretário da sétima secretaria do Plenário da Câmara, de que a pistola, digo, a epístola do ancião nada mais é do que uma declaração de amor à diva dos leitosos e insuspeitos cavalheiros da corte do panteão nacional.

- Mas quem é esta diva, Odete? Fala aí, que isto está ficando interessante.

- Ela é a tum-tum-tum-tum ...

- Caramba, parece que na hora que ia acontecer o golpe, a pistola falhou ... espera Odete, espera, volta, alô, alô.... me conta, Odete, alô ...

É isto aí!


  




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