quinta-feira, 21 de abril de 2016

O Golpe, os golpistas e A Igreja do Diabo do Machado de Assis

Machado de Assis escreveu um dos mais curiosos e tocantes contos da sua vasta coleção, intitulado: A Igreja Do Diabo. 

Nesse conto, o Diabo funda uma Igreja e consegue obter adeptos e ouvintes todos os dias. Então, segundo as leis do Diabo, o  mais importante na vida é promover prazeres de todos os tipos e não e preciso ter éticas nos negócios e nem tao pouco na política. Havendo condições para ganhar, mesmo que seja de forma desonesta, para a tal Igreja isso e que era válido. 

Também não seria preciso ajudar os outros ou então preocupar-se com os amigos e familiares. Que cada um cuide de si, diziam os padres da Igreja do Diabo. Com o andar do tempo, por mais apegados que os crentes estivessem no novo credo, as pessoas começaram a não acatar as tais leis. Às escondidas passaram esmolar aos mais pobres, e escutavam com certa atenção e cuidado os lamentos dos conhecidos  e ofereciam os seus préstimos e amizade. 

Também os casados evitavam trair seus parceiros e os comerciantes e políticos honravam seus compromissos, mesmo que declarassem seguir à risca a hedonista lei do Diabo. Realmente o que Machado de Assis nos revela, é que todas as pessoas têm duas facetas e posições. Podemos ser amorosos com alguns e zangados com outros; honestos em certas circunstancias  e ludibriar em outros aspectos. Qualquer que seja a lei, portanto, jamais se poderá compreender essa disparidade do ser humano. A lei escolhe um lado da oposição como certo e o outro como sendo errado, e isto demostra que o nosso coração possui sempre  dois aspectos antagônicos.

É isto aí!

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