terça-feira, 3 de maio de 2016

Odete, a química do Paranoá

Nunca acreditei em premonições, mas ao deitar senti que Odete entraria em contato comigo. Sei lá, foi um sentimento estranho, meio que sinistro. E por volta das três horas da manhã, eis que meu indefectível Nokia 2006, único dono, soa a melodia dos justos e dos bons. Do outro lado da célula estava minha musa, Odete, a rainha do upgrade do planalto. Diz a lenda que certa vez, famosa e cortejada cafetina do poder plenário necessitou dos serviços de seis moças da mais alta finesse do cerrado para atender às probos e dedicados cavalheiros da honra da tradição, da família e da propriedade. Devido a um súbito evento da ala progressista, Odete foi chamada às pressas e deu um upgrade no heptagenário conjunto de homens de bem, sendo desde então desejada por uma gama de aposentados e pensionistas de uniforme.

Oiii, amoooooorrrrr!!!!

Odete! Puxa vida, hummmm quanta saudade.

Larga a mão de ser bobo com esta saudade besta e vem me ter.

Era tudo que eu queria, Odete, mas o que conta de novidade nesta turbinada Brasília?

Então, amooorrrr, aqui tudo passa e nem sempre o que entra sai.

Credo, Odete, que expressão pavorosa.

Então, amooorrr. Ouvi da Claudinha, que soube pela Belinha, que escutou da Noninha, que estava presente no salão oval dos velhinhos de bem, que quando Lavoisier concluiu que a soma total das massas das espécies envolvidas na reação, é igual à soma total das massas das substâncias produzidas pela reação, ou seja, num sistema fechado a massa total permanece constante,  ele não fazia ideia de que isto não se aplica a Brasília.

Odete, então muitos serão chamados e poucos serão escolhidos?

Hummm, sabe tudo, vem cá meu amooorr, vem me ter feito uma constante de Boltzmann, onde a nossa constante física subirá inacessíveis graus de temperatura em pura energia molecular.

Lavoisier ... Boltzmann ... nossa, Odete, assim você me deixa ... alô, alô ... droga, a reação não foi precipitada ...

É isto aí!

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