terça-feira, 7 de junho de 2016

Universos paralelos

Bom dia turma, espero que estejam bem dispostos e bem dispostas. Hoje a aula será sobre a existência de universos paralelos, exatamente como o nosso. Esses universos estariam todos relacionados ao nosso. Na verdade, eles derivariam do nosso, que, por sua vez, seria derivado de outros. Nesses universos paralelos, nossas guerras surtiriam outros efeitos dos conhecidos por nós. Espécies já extintas no nosso universo se desenvolveriam e se adaptariam em outros e nós, humanos, poderíamos estar extintos nesses outros lugares.

Professor ...

Sim, senhorita Katy? (discreto)

Professor, então seria possível a gente, digo, assim, no geral, uma pessoa ter relacionamento íntimo e pessoal com outra pessoa mais velha, deliberadamente sensual e culta, neste exato momento, num mundo paralelo ao nosso?

Bem, turma, esta teoria dos Muitos Mundos, veio à tona da superfície sagrada da ciência para responder uma questão muito difícil relacionada à física quântica: por que a matéria quântica se comporta irregularmente? 

Professor ...

Pois não, senhorita Katy? (tenso)

Comportar-se irregularmente seria um atenuante para a dedicada entrega ao desejo num mundo paralelo, tipo assim, no geral, entre duas pessoas nascidas em tempos diferentes, mas monogamicamente destinadas uma à outra?

Então, como eu ia dizendo, o nível quântico é o menor já detectado pela ciência. O estudo da física quântica começou em 1900, quando o físico Max Planck apresentou o conceito para o mundo científico. Seu estudo sobre a radiação trouxe algumas descobertas que contradiziam as leis da física clássica. Essas descobertas sugeriram que existem outras leis operando no universo de forma mais profunda do que as que conhecemos.

Professor ...

Pois não, senhorita Katy? (trêmulo)

Estas outras leis operando no universo não facilitariam a operacionalidade de dois mundos se encaixando numa hiperbólica conjunção de esferas, ductos e canais de lascívia?

Muito bem , por hoje é só, e obrigado pela atenção. Tenham todos um bom dia.

Professor ...

Pois não, senhorita Katy? (transpirando bicas)

É possível o senhor me conceder o direito de entender melhor esta aula?

Senhorita Katy, dado o avançar do tempo que navego neste planeta, em comparação à sua juventude, posso garantir-lhe que ao perceber seu corpo se deslocando no espaço e afetando a gravidade da minha matéria, fortalece em mim o Princípio da Incerteza de Heisenberg, que sugeriu que, apenas observando a matéria quântica, afetamos seu comportamento; sendo assim, nunca podemos estar totalmente certos sobre a natureza de um objeto quântico ou seus atributos.

Ah, professor, finalmente estamos em rota de colisão, pois a condição de um objeto existir em todos seus possíveis estados, de uma só vez, é chamada de superposição, e neste momento é tudo que quero.

Muito bem, senhorita Katy, mas tudo em nome da ciência ... tudo em nome da ciência ...

Bobinho, você é meu fóton irradiante!

É isto aí!

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