sábado, 16 de julho de 2016

E a gente nada de confessar (Ana Larousse)

Alto lá!! Este texto é da Ana Larousse.
Confesso que achei danado de bom, copiei e colei aqui na Pitangueira. E para aproveitar a carona, ouçam a moça em outra melodia apaixonante (que não tem relação ao poema abaixo):

eu odeio
quando você não percebe 
que é pra você que escrevo, 
que é sobre você que escrevo 
e que é por você que me apaixono
um tantinho mais a cada dia.

odeio 
quando você sorri 
escondido 
enquanto eu sorrio 
escondida 
e a gente nada de se juntar.

odeio 
quando você 
sabe que me ama 
e descansa no medo 
de nos enfrentar.

odeio 
quando falamos 
de outros amores e, em seguida, 
saímos a roubar flores 
no ensaio de nos entregar.

odeio 
quando roubamos flores 
e deixamos todas murcharem 
na vergonha de nos desvendar.

odeio 
que você sabe 
e sabe tanto quanto eu 
que o meu amor te cabe 
e que o teu amor é meu.

odeio 
que a gente se pinte 
de amigo e brinque 
que vai casar

odeio 
que nos pertence, 
por agora, se esconder
quando tudo que a gente quer 
é ficar junto e olhar o mar
quando tudo que a gente quer 
é se viver e se amarrar
e a gente nada de confessar



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