quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Homo sapiens canaglia et vile

Aqui do alto da Colina do Bom Senso, no Reino da Pitangueira, dá para ver Pindorama. É vergonhoso o que se vê - como tem canalha aqui e ali, na esplanada dos mistérios, nas circunvizinhanças, nas adjacências geográficas, intelectuais e telecinéticas, no norte, no sul, no leste, no oeste e adjacências ultra-marinas.

Daqui percebe-se até uma certa amorosidade romântica entre partes bem sintonizadas, comprovadas desde fotos demonstrando carinho afetivo até captação de conversas reservadas em ambientes uterinos, que são aqueles herméticos e seguros.

Em face desta gama enorme de canalhas na vizinha pátria amada, o Instituto de Pesquisas Sociais da Pitangueira (InPS) saiu às ruas, praças, avenidas, prostíbulos públicos e privados, empresas, esplanadas e palácios indagando sobre como vivem, como dormem, o que comem e o que pensam estes seres. Nosso InPS percebeu que há na emergente e pulsante classe de estilo pulcro a formação de uma nova raça nacional - homo sapiens canaglia et vile, cuja característica comum entre si é a extrema preferência pelo amarelo e pelas paixões globais, globetes, globosas e globundas.

Abaixo estão as principais informações sobre estes viventes a "la duce":
  
Tem canalha rico? Tem.

Tem canalha burro? Não.

Tem canalha pobre? Separado por corda para não misturar, mas tem.

Tem canalha bobo? Não.

Tem canalha ladrão? Praticamente uma unanimidade.

Tem canalha corrupto? Ativo e passivo.

Tem canalha enganado? Não

Tem canalha eleito? Muitos.

Tem canalha sincero? Não.

Tem canalha estatutário? Aos borbotões.

Tem canalha que chora? Não, mas tem fingidor que quase sensibiliza os incautos.

Tem canalha traidor? Todos.

Tem canalha fiador? Não.

Tem canalha elegante? Só a diretoria.

Tem canalha medíocre? Não.

Tem canalha feliz? Todos são felizes à sua maneira.

Tem canalha triste? Não.

Tem canalha cretino? Metade, a outra metade é safada mesmo.

Tem canalha persecutório? Todos, sem exceção.

Tem canalha arrependido? Nunca, jamais, em tempo algum.

Tem canalha cordial? Todos são cordiais, amenos, amorais e simpáticos, como já ensinou Nelson Rodrigues.

É isto aí!




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