terça-feira, 9 de maio de 2017

As convicções e as falácias do espantalho escocês

Primeiro vamos ao exercício da Falácia do espantalho Escocês - legítimo. Aqui se bebe aqui não se paga:

Quando vejo Gilmar falando de Rodrigo, sei muito mais de Gilmar do que de Rodrigo, o que não quer dizer que nada sei sobre Rodrigo, afinal a cônjuge de um nada na mesma água limpa da filha do outro, sem conflitos - apenas interesses.

Mas se Michel não fala de ninguém, com ninguém e para alguém, além de ditar a dura pena sobre o lombo, sugere a vã percepção que de tanto mudar para lá e para cá, agora mora abaixo ou acima do muro onde moro no mundo triste.

Mas tudo isto só se sustenta e sobrevive do que Eduardo plantou, a TVOtários regou, os patos amarelos adubaram e o pupilo Azteca Montezuma Maia golpeia com a foice e o martelo da sua mão sem ser a esquerda ou a direita, a mão ... a mão ... pois é!

Mudando de assunto, a Falácia do Espantalho é um argumento em que a pessoa ignora a posição do adversário no debate e substitui por uma versão distorcida e exagerada, e que representa de forma errada esta posição. A falácia existe quando a distorção é proposital, de forma a tornar o argumento mais facilmente refutável, ou quando é acidental, quando quem usa a falácia não entendeu o argumento que quer refutar. 

Nesta falácia, a refutação é feita contra um argumento criado por quem está atacando o argumento original, e não é uma refutação deste argumento original. Para alguém que não esteja familiarizado com o argumento original, a refutação pode parecer válida, como refutação daquele argumento. 

Uma das formas desta falácia tem a seguinte forma: 
Pessoa A defende o argumento X 
Pessoa B apresenta o argumento Y (uma versão distorcida de X) 
Pessoa B ataca a posição Y 
Logo, X é falso 

Traduzindo para o nhangatu  pindoramês:
O mistério púbico defende com convicção que um cidadão é suspeito, apesar de não ter evidências.

O Misteroso apresenta o argumento de que o cidadão agora suspeito tem triplofalo, pois segundo informações tabajaras ele possui um johnplex.

O misterioso ataca com fé, esperança e ardor a tese das convicções, segundo a tradição, a família e a proprietária, digo, propriedade platinada, obedecendo ao direito romano, etc e tal.

Logo, a convicção é falsa, mas isto não vem ao caso. O importante é o triplofalo com Johnplex. O cidadão vai ter que provar que não tem um nem outro.

Já a Falácia do Escocês também é conhecida como Expulsão do Grupo, também chamada de Escocês De Verdade. Nessa falácia, costuma-se fazer uma afirmação sobre uma característica de um grupo e, quando confrontado com um exemplo contrário, afirmar que este exemplo não pertence realmente ao grupo. 

Ex.: 
- Nenhum escocês coloca açúcar em seu mingau. 
- Ora, eu tenho um amigo escocês que faz isso. 
- Ah, sim, mas nenhum escocês de verdade coloca.

Traduzindo para o nhangatu  pindoramês:
- Nenhum tucano rouba dinheiro público.
- Ora, ora, direis ouvir estrelas, tem um bad boy carioca que faz isso.
- Ah, sim, claro, mas nenhum tucano de verdade rouba dinheiro público.

É isto aí!


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