segunda-feira, 23 de março de 2015

Um beijo em si.

Senta logo, que preciso te falar um negócio.

Não.

Não o quê? Sentar ou ouvir o que tenho a dizer?

Não quero sentar.

Mas poderá ouvir?

Não quero ouvir o que sabe e não sei.

Mas aí não saberá o que tenho a dizer.

Então não diga e não saberei.

Mas é uma coisa sua.

Se é minha, já a tenho.

Não quer mesmo saber?

O fato é que não estou preparado para descobrir em mim algo que não sei se sei.

Não contarei então.

Isto, não conte e me beije.

Beijo molhado, lambuzado e ardente?

Um beijo, não destes assim, mas um beijo de quem tem algo meu em si.

É isto aí!

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